sexta-feira, 28 de março de 2014

Eu sei no que você está pensando: tecnologia é capaz de gravar imagens de sonhos e memórias


Por Thiago Tanji, da INFO
 
As atividades dos neurônios podem ser convertidas em imagens reais. É o início da leitura de pensamentos?

Sabe aquele momento em que você daria 1 milhão de reais para saber em quais coisas a outra pessoa está pensando? Pelo bem da ciência, pesquisadores da universidade americana de Yale estão transformando esse desejo em realidade, por meio de uma tecnologia capaz de analisar e reconstruir as frequências cerebrais.

Para que os pensamentos fossem reconstruídos através de imagens, os cientistas utilizaram aparelhos de ressonância magnética funcional, responsáveis por localizar as áreas mais utilizadas pelo cérebro durante momentos como os sonhos e a reminiscência de memórias.

InovaçãoPesquisasCérebro

As informações foram armazenadas em um computador capaz de converter as frequências em blocos 3D de pixels. Com a ajuda de uma acervo de 18 milhões de vídeos do YouTube, os pesquisadores conseguiram transformar os fragmentos cerebrais em imagens reais. Apesar dos registros não contarem com definição perfeita, parecendo borrados, é possível reconhecer rostos e expressões, como sorrisos.

“Essa é uma forma de leitura da mente”, afirmou o neurobiólogo Marvin Chun, da Universidade de Yale, no artigo publicado neste mês na revista científica NeuroImage. A pesquisa tomou corpo quando a equipe de Chun questionou se era possível reconstruir um rosto humano a partir do pensamento de uma pessoa

Os pesquisadores desejam agora aprofundar as pesquisas para descobrir mais informações sobre a análise das atividades cerebrais e alcançar imagens virtuais mais bem definidas. Dependendo do ponto de vista, uma notícia fantástica ou aterradora para a humanidade.



Fonte:  www.info.abril.com.br

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Fábrica Verde recicla lixo eletrônico e esperanças

Programa transforma computadores descartados em novas máquinas e prepara jovens de favelas pacificadas do Rio para trabalhar na montagem e manutenção
Rio - Computadores, celulares, televisores e uma infinidade de aparelhos são fabricados diariamente e, também, descartados. Estima-se que 50 milhões de toneladas de resíduos eletrônicos com metais pesados são jogadas fora por ano em todo o planeta.
E o que fazer com esse lixo, que causa grande impacto ambiental? Uma saída é reciclar. No Rio, a Fábrica Verde, com unidades em favelas pacificadas, transforma lixo eletrônico em inclusão digital, gerando renda e emprego.
O lixo eletrônico ameaça o meio ambiente e a saúde. Ele contém peças com chumbo, cádmio, mercúrio, cobre e alumínio berílio, entre outros metais perigosos. Para piorar, países pobres são o destino de 80% do material descartado por nações ricas, segundo a Organização Internacional do Trabalho.
Na Fábrica Verde (já no Alemão e na Rocinha e, a partir deste mês, no Salgueiro), a cada três computadores doados pela população e por empresas, os alunos (120 por trimestre) montam uma máquina. Geralmente, ela é enviada a telecentros comunitários, igrejas, creches, ONGs e instituições sem fins lucrativos. Durante o curso, os alunos recebem bolsa de R$ 120, e cada monitor, R$ 600.
Ingrid Gerolimich, superintendente de Território e Cidadania da Secretaria de Estado do Ambiente, diz que a Fábrica Verde é uma forma de preservar o ambiente e fazer inclusão social: “Os elementos tóxicos do lixo eletrônico poluem os lençóis freáticos, contaminando plantas, animais e humanos. Esses equipamentos têm grande quantidade de plástico e vidro que demoram anos para se decompor”.
“Ensinamos cidadania”
Desde a sua inauguração em 2011, a Fábrica Verde do Alemão produziu cerca de 900 computadores a partir de lixo eletrônico, informa Rosana Sales, coordenadora da unidade.
E produzirá ainda mais. Hoje, o lixo eletrônico cresce três vezes mais que o convencional, principalmente nos países emergentes. “Mais que aprender a montar máquinas, os jovens aprendem educação ambiental, cidadania e empreendedorismo”, comenta Rosana.
Equipamentos são doados
O custo médio de cada Fábrica Verde é de R$ 700 mil por ano, e o programa recebe lixo eletrônico doado por instituições públicas, privadas e pessoas físicas. O material não aproveitado é encaminhado para uma empresa que faz o descarte ecologicamente correto das peças.
Além de computadores, a Fábrica Verde recebe televisores, teclados, aparelhos de DVD e videocassete, rádios, celulares etc.
Fonte:   www.odia.ig.com.br  - reportagem de Antônio Marinho

sábado, 7 de julho de 2012

O novo livro “59 Seconds: Think a Little. Change a Lot” (“59 Segundos: Pense um Pouco. Mude Muito”, ainda não lançado no Brasil) esmiuça provas de estudos empíricos em uma variedade de publicações cientifícias em pequenos pedaços de conselhos capazes de mudar vidas.

O livro tem capítulos sobre trabalho, relacionamentos, atração, tomada de decisões e stress, e foi aprovado pelo ilusionista britânico Darren Brown como “um triunfo dos conselhos cientificamente provados contra mitos enganosos da auto-ajuda”.

Wiseman acredita que os conselhos baseados na ciência oferecidos em seu livro são mais objetivos que aqueles de muitos outros do gênero da auto-ajuda.

“Alguns livros de auto-ajuda são simplesmente conduzidos por especialistas”, ele contou ao The Times. “Um especialista diz que ‘eu acho que seria bom se você fizesse isso ou aquilo’ e se houver provas para sustentar isso, ótimo, mas muitas vezes eles estão falando qualquer coisa sem pensar muito.”

O livro sugere que a melhor maneira de evitar infidelidade é manter uma foto de seu cônjuge na carteira, enquanto você pode garantir que sua carteira será devolvida quando perdida se você deixar a foto de um bebê “fofinho” em destaque dentro dela.

 •A pseudociência de “O Segredo”

A melhor maneira de conseguir o que se deseja é amenizar conversas mencionando seu sapo de estimação e você pode espantar mentirosos em potencial fechando seus olhos e pedindo que eles se comuniquem por e-mail.

Outras dicas, antecipadas pelo The Times, incluem:

 •Na próxima vez que você for a uma reunião importante, obtenha uma fácil e rápida vantagem psicológica sentando-se no meio do grupo.

 •Durante um encontro, comece indiferente e depois torne-se mais positivo; foque em coisas que ambos desgostem e imite a linguagem corporal de seu par.

 •Para proporcionar um aumento significativo em sua felicidade, force seu rosto a sorrir e segure essa expressão por 20 segundos.

 •A melhor maneira de conseguir que alguém goste de você não é fazendo um favor, mas fazendo com que essa pessoa faça um pequeno favor para você.

 •Para diminuir com a bebida e a comida, use copos estreitos, coloque um espelho em sua cozinha e mantenha um diário alimentar.

 •Compre experiências e não bens. Vá a um show, filme, lugar diferente ou um restaurante estranho: qualquer coisa que forneça uma oportunidade de fazer algo com outras pessoas ou de contar aos outros depois.

 •Ajude a atingir seus objetivos contando-os a amigos, familiares e colegas.

 •Para ajudar a manter um relacionamento vivo, lembre-se de balancear cada comentário negativo com cinco positivos.

 •Quando for procurar um emprego, aumente sua credibilidade mencionando qualquer fraqueza óbvia no começo da entrevista.

 •Vá atrás de mudanças “intencionais” começando um novo hobby, filiando-se a uma organização, aprendendo uma habilidade, iniciando um projeto ou conhecendo novas pessoas.


Fonte: www.hypescience.com

sábado, 31 de março de 2012

Índice de Adiposidade Corporal (IAC) pode ser mais eficiente, afirmam pesquisadores.

Imprecisão do IMC se deve a não diferenciação entre gêneros e da idade do avaliado.Folha.comO Índice de Massa Corporal (IMC), usado para medir o grau de magreza ou obesidade de uma pessoa, tem quase 200 anos de idade e defeitos.

Oito pesquisadores liderados por Richard Bergman, da Universidade do Sul da Califórnia, em Los Angeles, criaram "Um Índice Melhor de Adiposidade do Corpo". Esse é o título do artigo científico em que descrevem o método, na revista médica "Obesity".

O novo método chama-se Índice de Adiposidade Corporal (IAC) e usa uma equação e apenas duas medidas -a circunferência do quadril e a altura da pessoa- para chegar à porcentagem de gordura no corpo.

O velho índice foi criado em 1832 pelo matemático e astrônomo belga Lambert Adolphe Jacques Quetelet (1796-1874). O Índice de Quetelet foi rebatizado de IMC em 1972, e depois adotado pela Organização Mundial de Saúde como um método simples de medir a obesidade.


Só para maiores

O IMC é impreciso, pois não leva em conta o sexo ou a massa muscular (mulheres têm mais gordura; e músculos pesam mais que gordura). Também não é adequado para menores de 18 anos.

Saber a prevalência de obesidade em uma população é importante em termos de saúde pública. Trata-se de fator de risco para doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, hipertensão e câncer.

Por exemplo: estudo com 24.508 pessoas de 45 a 79 anos, no Reino Unido, revelou que 1.708 homens e 892 mulheres desenvolveram doença coronária cerca de nove anos depois.

Homens com as maiores cinturas em relação aos seus quadris tiveram 55% maior chance de desenvolver a doença; entre elas, o risco foi 91% maior.

Bergman e colegas testaram várias equações para checar qual corresponderia melhor à realidade. Eles tinham a porcentagem de gordura no corpo de duas populações estudadas antes, uma de 1.733 americanos descendentes de mexicanos, outra de 223 afro-americanos.

A gordura tinha sido medida por uma técnica de raio-X, a DXA (sigla em inglês para Absorciometria de Raios-x de Dupla Energia).

A fórmula conseguiu prever com precisão a gordura corporal nos casos acima de 20%; nos casos de gordura de 25% a 30%, a precisão foi total, erro de 0% na estimativa. Apenas nos casos de adiposidade abaixo de 10% a equação não foi tão precisa, indicando um erro de 17,4% a mais de gordura.

"O número de pessoas estudadas ainda é pequeno para generalizar para a população mundial", diz a brasileira Rosana Radominski, presidente da Abeso (Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica). "O percentual de gordura é muito relativo."

Entre o grupo de mexicanos-americanos, o porcentual de gordura medido pela técnica DXA variava de 8,7% a 61,2% da massa corporal. "Acima de 32% já há excesso, 60% vai ser sempre negativo", afirma Radominski.

Os extremos em saúde não costumam ser positivos. "Mas o porcentual pequeno de gordura em um atleta com massa muscular grande não é ruim", diz a médica; afinal, músculo pesa mais, e o atleta tem boa saúde geral.

Já em uma adolescente normal, esse mesmo porcentual de gordura pode significar que a garota está subnutrida e até incapaz de menstruar, com risco grave de desenvolver anorexia. Os autores do estudo reconhecem que é preciso mais medidas e de diferentes populações para validar o novo índice.


Fonte: Texto de Ricardo Bonalume Neto, Portal da Educação Física.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

O profissional que as empresas querem

O que as empresas buscam na hora da contratação? A VOCÊ S/A fez um levantamento com as 30 companhias classificadas neste guia para descobrir o que elas mais valorizam quando recrutam um jovem profissional. Sete em cada dez afirmam que vão expandir os negócios ao longo de 2011. Essa condição, de rápido crescimento, impacta diretamente o perfil de quem estão contratando agora.
"Queremos pessoas com visão empreendedora, dinâmicas e com espírito inovador", diz Sandro Bassili, vice-presidente de gente e gestão da Ambev, que este ano deve investir 2,5 bilhões de reais em novas fábricas, centros de distribuição e atualização das unidades atuais. Ao contrário do que se imagina, as companhias não dão tanta importância a cursos de pós-graduação ou MBA no currículo de quem está começando.
A ansiedade para conquistar o emprego dos sonhos é tanta que muitos jovens se matriculam em cursos desse tipo assim que deixam a faculdade, achando que valorizará seu passe. "Isso só faz sentido depois de alguns anos de carreira, quando aumentam as exigências de gestão", afirma Armando Bordallo, diretor de RH da Ernst & Young Terco.
No entanto, ter uma bagagem, por sua vez, é uma característica bem valorizada. Ou seja, conta o conhecimento ganho no dia a dia. "O candidato não precisa de MBA nem de experiência internacional. Preferimos formar aqui", diz Sandro, da Ambev.
Se você busca um projeto de carreira bacana, conheça as principais competências e qualificações desejadas pelas melhores empresas. Fica mais fácil se preparar para trabalhar em uma delas.
 
HABILIDADES COMPORTAMENTAIS
Quais são as 5 principais competências que sua empresa busca ou vai buscar nos jovens profissionais?
  
CAPACITAÇÃO
Quais são os principais aspectos que um jovem profissional precisa ter para trabalhar na sua empresa?
 Fonte:   Voce S.A

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

12 coisas que seu treinador gostaria que você soubesse

Quem inicia a malhação, além da bolsa da academia, costuma carregar uma bagagem de mitos ou informações erradas.   No mundo ideal, certamente os treinadores gostariam que cada aluno já chegasse à academia sabendo algumas coisas básicas sobre atividade física.
1. Treinar em jejum não ajuda a emagrecer. “É um erro clássico. Quando você fica horas sem comer, cai o nível de "combustível" (ele se chama glicogênio) necessário para manter o corpo funcionando. Se estiver em baixa, será extraído dos músculos, provocando perda de massa muscular e fraqueza”, explica o professor de educação física Carlos Henrique Augusto, supervisor técnico da Run For Win Assessoria Esportiva, de São Paulo. Além disso, a fome em conjunto com a exaustão pode levar a tonturas e desmaios. Leia também: Energia para o exercício
2. Milagres não acontecem: você não resolve em pouco tempo o que levou anos para acumular. “Se você esteve muito tempo parado, não adianta voltar querendo malhar todos os dias. Não dá para querer compensar o tempo perdido. É necessário descansar entre um treino e outro. Quem não respeita isso e está fora de forma, pode acabar se lesionando e parando por um tempo ainda maior”, alerta o treinador e atleta Nelson Evêncio, presidente da Associação de Treinadores de Corrida de Rua de São Paulo (ATC-São Paulo).
A busca pelo resultado rápido não é saudável. “É comum ver gente fazendo um esforço fenomenal para atingir determinado objetivo e não conseguir manter o que foi conquistado depois. A mudança deve ser gradual”, orienta o personal trainer e fisiologista Givanildo Matias, diretor da rede Test Trainer, de São Paulo. Leia também: Overtraining: o excesso que faz mal à saúde
3. Correr de moletom para queimar mais calorias não adianta nada. Você não queima gordura, apenas perde líquido. O excesso de roupa só prejudica a malhação, já que traz desconforto em função da alta temperatura, tornando o treino menos eficiente. “Perder líquido em excesso durante o treino é submeter-se às consequências da desidratação e ainda não obter o resultado esperado”, diz o treinador da Run for Win. Leia também: Com que roupa eu vou?
4. Correr na esteira não é correr. “É praticamente saltar no lugar, com a esteira rodando sob os pés. Correr significa empurrar o peso do seu corpo para frente. E para isso os músculos da parte posterior da coxa e glúteos fazem um grande esforço”, diz o personal trainer Carlos Klein, da equipe Movimente-se, de São Paulo. Segundo ele, na esteira isso não acontece, pois o equipamento faz o trabalho de empurrar o pé para trás, economizando energia para os músculos. “Se quer realmente correr, vá para a rua, o parque ou a praia”, sugere. Leia também: Correr na esteira favorece a musculação
5. Aquecimento na esteira não prepara o corpo para o treino de musculação. De acordo com Klein, o ideal é fazer um alongamento dinâmico, com movimentos semelhantes aos da ioga, que aquecem, aumentam a flexibilidade e deixam o corpo preparado para pegar pesado. Leia também: Alongar e aquecer para ganhar flexibilidade, força e amplitude de movimentos
6. Treinos de musculação não deixam a mulher com corpo de fisiculturista. “Ouço muita garota dizer que não treina musculação porque não quer ficar forte igual a um homem. Isso não vai acontecer, a não ser que você queira. Os treinos de musculação podem ter vários objetivos e são montados levando em conta diversas variáveis como intensidade, quantidade de repetições, velocidade das repetições, número de séries, tempo de intervalo entre as séries e quantidade de exercícios para determinada musculatura”, explica o treinador Carlos Henrique Augusto. Leia também: Braços definidos na medida certa
7. Sim, o final de semana pode estragar tudo. Para o treinador Givanildo Matias, os sábados e domingos costumam ser os vilões dos bons resultados. “As pessoas acabam aumentando o consumo de calorias com pizza, churrasco, bebida, doces, massas, além de diminuir o gasto calórico“. Leia também: Você se cuida e não consegue emagrecer?
8. Não, abdominais não diminuem barriga. Esses exercícios, ainda que realizados com ajuda das “máquinas milagrosas”, mobilizam, no momento do exercício, a musculatura do abdome e não a gordura localizada. “Se você espera ter uma barriga chapada, faça exercícios gerais de musculação (abdominais também) e não esqueça os aeróbios, como corrida e caminhada”, diz o treinador Carlos Henrique Augusto. Leia também: Barriga tanquinho depende 80% da alimentação
9. Para queimar gordura o treino precisa ter intensidade. “Pode caminhar o quanto quiser ou até correr longas distâncias, mas o método mais eficiente para queimar gordura é acelerar o ritmo e chegar perto da exaustão, em pequenos intervalos de muita intensidade”, diz o personal da Movimente-se. Leia também: Intensidade pode definir queima de calorias após exercício
10. Correr de tênis não necessariamente minimiza o impacto nas articulações. “O calçado de corrida pode muitas vezes provoca um tipo de pisada com o calcanhar que acaba gerando mais impacto no corpo. Muita gente tem experimentado a correr descalço ou com calçados minimalistas, do tipo Five Fingers, que levam a uma pisada frontal, menos impactante ao corpo”, explica o personal Carlos Klein.
11. Disciplina é fundamental para ter resultados. A atividade física deve estar inserida na agenda de quem realmente busca resposta aos exercícios. “Durante a semana vários obstáculos aparecem, mas você nunca deve perder o foco. Comprometa-se com o que pode cumprir e siga a risca”, sugere o diretor da Test Trainer. Leia também: Persistência é a chave para perder peso e se manter assim
 12. É preciso mudar o estilo de vida e mexer na causa do problema. Quem realmente pretende ter uma vida saudável e um bom resultado estético não pode se limitar apenas ao momento da atividade física. “AlgumaS pessoas saem da academia e têm coragem de pegar um elevador para subir apenas um lance de escada ou tirar o carro da garagem para ir à esquina comprar pão. Mexa-se e cuide-se o dia todo”, orienta Matias
Fonte: Yara Achôa / iG
 

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Dezembro de 2012: o fim do mundo está próximo?

O fim do mundo se aproxima? Será que a humanidade já tem dia marcado para deixar de existir? De acordo com escritos deixados pelos Maias, o planeta Terra tem cinco ciclos, de 5.125 anos cada um. No dia 21 de dezembro de 2012, exatamente daqui a um ano, é o final deste quinto ciclo. Muito se fala a respeito do que pode acontecer. Sobre a teoria, o que vem sendo falado por muitos é de que seria o fim do mundo. Filmes já entraram na onda da profecia, como o da foto acima do filme "2012". Nas redes sociais, o tema é sempre recorrente.
A teoria de 2012 divide opiniões. Muitas partem das diferentes interpretações dos relatos maias em si. Mas o que seria esse fim exatamente ainda é uma incógnita, que causa certa euforia. Há quem ache que haverá a inversão dos polos terrestres, causando terremotos e tsunamis, deslocando os continentes de sua posição atual. Outros dizem que as grandes catástrofes ocorrerão depois que um meteoro ou astro passar perto da Terra. A grande maioria, porém, não dá créditos para o assunto.
Para alguns populares, o fim do mundo não é real. O programador William Vale afirma que se o homem atual, com toda a tecnologia disponível, não conseguiu desvendar o futuro, seria impossível os Maias o terem feito em sua época. O analista de sistema Elter Souza, de 26 anos, também afirma que não acredita que seja o fim do mundo, pois como os próprios Maias disseram que outros ciclos já haviam sido completados, este é só mais um que se finaliza.
O fim do mundo já foi tema até de minissérie, exibida pela "TV Globo" em 1996, que levava exatamente este nome. Músicas também já abordaram o tema, questionando o que cada um faria se só lhes restassem um dia. O próprio mito de 2012 se tornou famoso após um filme hollywoodiano que contava como seria o fim, recheado de catástrofes naturais, nas quais somente quem tivesse dinheiro e se preparado para entrar em um refúgio sobreviveria.
De acordo com o doutor em História das Religiões, Edgard Leite, grande parte do que se fala sobre o fim do mundo em 2012 "se deve à credibilidade fiel que é dada por parte da população a partir da divulgação de filmes que sensacionalizam a teoria, quase transformando em uma lenda urbana". De acordo com ele, não há necessariamente uma má interpretação do que realmente a teoria diz, mas uma não procura dos populares sobre o que realmente diz a teoria. Edgard diz que ainda não há a comprovação da correlação entre o nosso calendário e o calendário Maia.
Há quem associe as grandes catástrofes naturais, que estão se tornando mais comuns, como comprovação de que o planeta está próximo do fim. "A possibilidade de grandes terremotos, evidentemente, existe sempre, e ainda não descobrimos meios de prevê-los, mas nenhum deles, por mais violento que seja, implicará em um final dos tempos em 2012", afirmou Edgar ao SRZD. Ele ainda diz que as diversas teorias criadas sobre o temido fim são atribuídas à fragilidade humana.
O professor de Sociologia e Filosofia, Rafael Barreto, explica que as religiões, além de buscarem respostas para a morte, vêm com o propósito de nos religar a algo que foi perdido anteriormente, o que seria o nosso fim. "O fim da humanidade é se religar, se conectar à sua origem, o que é a base de sua existência", disse ao SRZD. Para Rafael a teoria também é falha, pois nem mesmo os Maias conseguiram controlar seu próprio futuro.
 
A verdade é que enquanto o dia 21 de dezembro de 2012 não chega, o assunto continuará repercutindo. Nas redes sociais há diversos debates sobre o assunto, entre pessoas que acreditam e as que não creem. Há sites que já fazem a contagem regressiva para o nosso fim, contando dias e até segundos, além de acompanhar tudo o que acontece no mundo. Já há até quem já pense no que fará no último dia. O estudante Alan Muniz, de 24 anos afirma: "Eu vou fazer de tudo para sobreviver. Se for para morrer que seja tentando".
 
Por Lilian Neto

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

O poder de pensar diferente - A mágica de Steve Jobs foi transformar egomania, obsessão e inquietude em trunfos no mundo dos negócios

O primeiro Macintosh: o marco zero da revolução da computação pessoal

Das muitas histórias conhecidas sobre Steve Jobs, sem contar as que virão à tona na publicação de sua biografia autorizada, uma das mais emblemáticas aconteceu no ano de 1981, quando a Apple era uma startup.

A equipe de engenheiros trabalhava na concepção do Macintosh, o computador que seria lançado três anos depois e mudaria para sempre o mundo da tecnologia. Numa reunião em que foi apresentado o cérebro do Mac, a placa-mãe onde são espetados os componentes que fazem a máquina funcionar, Jobs fez a seguinte crítica ao trabalho dos engenheiros:

“Essa parte é realmente bonita. Mas olhe os chips de memória. Isso é feio. As linhas estão muito perto umas das outras”.

Os responsáveis pelo design ficaram atônitos. Um novato, George Crow, interrompeu Jobs:

“Mas quem se preocupa com a aparência de uma placa-mãe? O importante é que ela funcione. Ninguém vai ver”.

“Eu vou ver”, respondeu Jobs. “Quero que ela seja o mais bela possível, mesmo que esteja dentro de uma caixa. Um grande carpinteiro não vai usar madeira vagabunda na parte de trás de um armário, mesmo que ninguém vá vê-la.”

Fim de conversa. Os engenheiros voltaram ao trabalho para tentar resolver o problema de acordo com as diretrizes do chefe.

Essa discussão mostra por que Steve Jobs se tornou uma figura inspiradora para seus fãs — os consumidores da Apple — e para aqueles que admiram suas conquistas como empreendedor e executivo.

Nos 30 anos que separam esse curto diálogo da morte de Jobs, no dia 5 de outubro, ele caiu, levantou-se, transformou indústrias e levou a Apple à condição de empresa mais valiosa do mundo.

Mas os traços que transparecem na conversa sobre a placa-mãe do Macintosh original estariam presentes em todos os momentos de sua incrível trajetória: o perfeccionismo, a obsessão pela estética e seu famoso campo de distorção da realidade: na presença de Jobs, seus subordinados eram frequentemente levados a fazer algo que parecia não ter sentido nenhum. (Muitas vezes não tinha mesmo. O desenho que ele exigiu para a placa não funcionava, e a proposta original é que acabou valendo.)

Esse episódio também ilustra um lado de Steve Jobs que parece esquecido em meio à consternação com sua morte: ele fazia exatamente o contrário do que se espera de um bom executivo. Contrariava toda e qualquer regra dos manuais de gestão. Ignorava os movimentos dos concorrentes.

Não se importava com o mercado de ações. Apesar da admiração que ele sempre despertou no mundo dos negócios — e que só deve aumentar, pois Jobs se tornou de fato um mito —, apesar da inspiração representada por sua volta redentora à Apple, apesar dos manuais de autoajuda baseados em sua vida, fica claro ao conhecer a trajetória de Jobs que “pensar diferente” é um luxo reservado para poucos.

Em primeiro lugar, claro, é preciso fazer por merecer o direito de ser diferente. Sua obstinação era lendária. Quando era adolescente, ainda no ensino médio, Jobs ligou para a casa de Bill Hewlett, um dos cofundadores da Hewlett-Packard.

“Naquela época ainda não existiam números fora da lista telefônica”, disse ele sobre o episódio em sua última aparição pública, diante do conselho municipal de Cupertino, onde fica a sede da Apple.

“Ele atendeu o telefone, e eu pedi peças para montar um contador de frequência. Ele me deu as peças, mas algo ainda mais importante: um estágio na divisão que fazia os contadores de frequência.”

Foi essa mesma determinação que levou Jobs a criar a Apple, anos depois, com a intenção de colocar os computadores das grandes empresas e das universidades também na casa das pessoas comuns. Os PCs, como ele definiu em uma de suas frases mais famosas, eram “bicicletas para a mente” e mudariam o mundo.

Mas eles não existiam como os conhecemos hoje, e isso foi fundamental para que Jobs pudesse imprimir sua visão — e suas idiossincrasias — nos produtos e em sua empresa. Como trabalhava na própria companhia, apostando num mercado que nem sequer existia, ele pôde desde o primeiro momento exercer outro traço pelo qual é conhecido: a tirania.

“Ele daria um ótimo rei da França”, disse um funcionário da empresa, segundo a reportagem de capa da revista Time de 1982 que elegeu o computador o “homem do ano” e incluiu um perfil não exatamente lisonjeiro de Jobs.

Esse episódio é apontado como um dos motivos pelos quais a Apple tenha operado no mais absoluto segredo desde os primeiros tempos. Se Jobs se comportava como um déspota, ninguém saberia. Desde meados dos anos 80, suas entrevistas se tornaram eventos raríssimos.

Ele mantinha contato com um punhado de jornalistas de grandes publicações, mas sempre off the record. As raras declarações que podiam ser reproduzidas costumavam acontecer depois de algum lançamento de produto — e, em geral, resumiam-se a elogios. Ninguém além dele próprio podia se manifestar em nome da companhia.

Mas isso não impediu que escapassem relatos do comportamento de Jobs no emprego, muito pelo contrário. Uma das melhores coleções está na internet e foi compilada por Andy Hertzfeld, um dos integrantes da equipe original do Macintosh e hoje funcionário do Google.

Eis um exemplo do que Hertzfeld ouviu de um chefe, ainda nos anos 80: “Ele (Jobs) é engraçado com relação a ideias. Se você apresentar uma ideia nova, em geral ele vai dizer que ela é uma estupidez. Mas, se gostar dela, exatamente uma semana depois ele vai voltar e apresentá-la para você como se ela tivesse saído da cabeça dele”.

Apesar das histórias de crueldade com os subordinados, poucos são os que deixam a Apple. Desses, um grupo ainda menor critica a companhia.

“Trabalhar com Jobs era um grande privilégio”, diz Gene Munster, do banco Piper Jaffray, um dos mais respeitados analistas de tecnologia do mercado americano. “Quem passou pela experiência, por mais difícil que ela tenha sido, sabe que fez parte de algo especial.”

O poder de persuasão de Jobs também era incomparável. Mas isso decorria mais de sua visão do que de seu charme e carisma, por mais famosos que eles fossem. Em 2001, quando o primeiro iPod foi lançado, o gênio do MP3 já tinha saído da garrafa, e as gravadoras vislumbravam um futuro sombrio.

Mas, naquela época, MP3 era sinônimo de música no computador. Os poucos players que existiam eram de má qualidade e tinham pouco espaço de armazenamento.

Muito antes que seus concorrentes enxergassem o tamanho da ruptura que se desenhava, a Apple lançou o iPod, que tinha um sistema de controle simplificado e guardava 1 000 arquivos, ao contrário das centenas de concorrentes.

“Até agora, ninguém encontrou a receita para a música digital”, disse Jobs no evento em que mostrou o iPod pela primeira vez. “Acho que nós a encontramos.” E como. Foi graças ao sucesso do iPod que Jobs conseguiu dobrar as gravadoras a vender arquivos por intermédio da Apple pelo preço de 99 centavos de dólar.

A loja iTunes, lançada em 2003, hoje conta com mais de 200 milhões de faixas e é, de longe, a maior vendedora de músicas do mundo. Foi apenas em 2007 que a empresa tirou a palavra “computer” do nome — mas a visão já estava na cabeça de Jobs havia vários anos, e foi graças a ela que as gravadoras puderam ter algum sucesso na revolução digital.

Um ego maior que a própria vida também foi um ingrediente fundamental na trajetória de Jobs. “Muitas vezes as pessoas não sabem o que querem até que mostremos a elas”, disse ele em certa ocasião.

Diante do sucesso estrondoso que a Apple alcançou, especialmente na última década, é difícil discordar. Mas talvez a idade, ou a percepção de que os sistemas fechados têm pouca chance nos tempos da internet, tenha atenuado em Jobs e na Apple o ímpeto de fazer tudo por conta própria.

O primeiro iPod funcionava apenas no Mac; foi com o lançamento da versão compatível com o Windows que o produto decolou. Com o iPhone, houve um fenômeno semelhante.

O aparelho foi unanimidade desde o instante em que apareceu pela primeira vez, mas o sucesso se consolidou quando a Apple decidiu permitir que desenvolvedores de software criassem programas para ele que a plataforma se tornou o grande ativo da Apple nessa nova era da computação pessoal.

Qualquer uma dessas características, sozinha, já tornaria difícil a vida de qualquer um numa empresa. Todas elas juntas, então, nem se fala. É por isso que Jobs só podia ser Jobs nas empresas que ele criou e moldou à sua imagem.

Outro elemento fundamental é o fato de que os mercados em que ele atuava essencialmente não existiam ou pelo menos foram transformados profundamente por suas mãos.

Jobs gostava de se considerar um artista, e acreditava que seus funcionários devessem pensar da mesma maneira em relação a si próprios.

Só artistas podem ser real­mente independentes, seja em relação à opinião dos outros, seja em relação ao valor comercial de suas criações. Como artista ou empresário, Jobs será lembrado por anos e anos.

Não há chance de que seu nome seja esquecido: a forma que moldou o gabinete plástico dos primeiros Macintosh continha a as­sinatura de todos os que participaram do projeto.

Os nomes estão gra­vados na parte interna dos computadores. Em le­tras minúsculas e no meio da lista, nu­ma rara demonstração de espírito de equipe, es­tá a assinatura: steven jobs.

Fonte:  IG.com

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Mudança: ‘Efeito Google’ tem feito estudantes e internautas mudarem a forma de armazenar informação

Lavoisier dizia que "na natureza nada se perde, nada se cria; tudo se transforma", e Darwin sentenciou na Teoria da Evolução da Espécies que os seres vivos - e entre eles nós, humanos - se adaptam e evoluem de acordo com o ambiente em que vivem.

Incontáveis anos após a morte da dupla que ajudou a revolucionar a ciência como conhecemos, a "evolução" da humanidade ocorre em um meio que não é animal, vegetal ou mineral: o mundo virtual da internet. Segundo pesquisa publicada no mês passado pela revista norte-americana "Science", as pessoas estariam deixando de armazenar a informação para guardar onde ela seria encontrada. Com o título "Os efeitos do Google na memória: as consequências cognitivas de ter a informação na ponta dos dedos", o estudo foi realizado com 60 alunos da Universidade de Harvard e ficou conhecido por "Efeito Google". Basicamente, o estudo chegou à conclusão de que a capacidade de memorização havia diminuído. Para muitos, além de interferir na memória, a prática de pesquisa na internet vem substituindo o costume de se averiguar informações ou dúvidas entre amigos, parentes e especialistas.

E essa "adaptação" do ser humano a um novo "ambiente" teria chegado às salas de aula do Sul Fluminense? Segundo a professora e Mestra em Linguística e Língua Portuguesa pela PUC-RJ (Pontifícia Universidade Católica), Ana Malfacini - que trabalha com alunos do ensino médio, segundo grau e de ensino superior -, a resposta é "sim" - e isso não seria bom:

- Acho que os alunos banalizam a ferramenta, não a usam de maneira adequada. Um bom exemplo é a Wikipedia, nos últimos tempos, ele virou um oráculo; se você não acha algo lá, parece que o assunto tem menos importância. Parece então que o senso comum confia mais na internet do que nas pessoas - criticou.

Ela disse, ainda, que vem sentindo as mudanças constantemente, com alunos conectados à internet em sala de aula através de redes WiFi e que, ao invés de ajudar no ensino, isso acaba apenas resultando em menor atenção ao que é repassado - exatamente por confiar no que é encontrado na rede mundial de computadores.

- Os alunos baixam trabalhos inteiros através da Web e entregam como pesquisa, mas ainda tenho alunos que interagem comigo, dizendo que pesquisaram no Google o que eu ministro. Mas isso é muito raro; no fim, o povo gasta muito tempo nas redes sociais - salientou a professora.

Para Malfacini, o professor precisa saber usar ferramentas virtuais; ela destacou, inclusive, que algumas escolas já capacitam os profissionais de ensino nesse sentido e que cabe a eles o papel da mediação.

- Os professores têm novos desafios, mas continuam sendo profissionais igualmente importantes. Eles precisam mostrar para os alunos como se raciocina na Web e não deixar que eles saiam repetindo lugares-comuns, mas é difícil. A resistência é grande por parte de alunos viciados e professores pouco estimulados - lamentou.

A professora, entretanto, não vê apenas desvantagens nessa mudança de paradigma:

- Isso significa que estamos fazendo novas conexões e que a nossa memória está selecionando o que achamos mais produtivo. Só me preocupa o fato de as pessoas perderem o contato com o tradicional, deixar de ir a uma biblioteca e pesquisar tudo na rede. "Por que ir a um teatro se tenho o YouTube?" Mas aí o problema não é da internet ou do Google, mas das pessoas - acredita.
 
‘Ferramenta válida'
 
Existe, porém, quem veja de outra forma o fato dos alunos recorrerem ao Google para saber sobre informações pontuais. É o caso da também professora e Doutora em Comunicação Social Aline Pereira:

- É importante frisar que o Google é uma ferramenta de busca que conduz a fontes de pesquisa, assim como os livros, as revistas e as enciclopédias. Falar em termos gerais sobre "pesquisa no Google" é muito vago. É possível fazer diversos tipos de pesquisa no site. Uma coisa é a pesquisa para simples verificação de dados, datas ou acontecimentos. Outra coisa é a pesquisa em artigos acadêmicos ou livros disponíveis na internet, desde que citados. E uma terceira, bem diferente, é copiar material disponível na internet sem dar os créditos, como se o texto fosse seu. Acho que o problema está nesta última, mas isso não é novidade - afirmou.

Ela aproveita para salientar os benefícios e malefícios da ferramenta de pesquisa:

- Existe um recurso no próprio Google, inclusive, que é o "Google Acadêmico", que conduz direto a artigos científicos. O lado positivo é a rapidez e a facilidade com que solucionamos uma dúvida que nos tomaria tempo e também o contato com outras pesquisas sobre o seu tema. O lado ruim é que muita gente abusa e acaba se apropriando de informação de terceiros. A consulta não pode ser cópia integral, substituindo o que deveria ser fruto de um pensamento crítico e reflexivo do aluno. Hoje em dia, alguns alunos simplesmente utilizam o recurso de "copiar" e "colar" do computador sem se darem sequer ao trabalho de ler o resultado final. Já recebi trabalhos onde o aluno se esqueceu de tirar o endereço da internet do rodapé da página - contou.

A professora do UniFoa (Centro Universitário de Volta Redonda) acredita que a informação não deva ser retida (no sentido de decorada). Dessa forma, ela não se importa que os alunos usem o Google como consulta se isso lhes poupar tempo para o que realmente importaria, na sua opinião: a contribuição ao tema através de uma reflexão crítica.

- Não é o objetivo da escola ou da universidade fazer com que o aluno decore informações. É lógico que ele precisa ter uma noção temporal. Saber, por exemplo, que o Renascimento vem depois da Idade Média. Mas saber em que ano Leonardo Da Vinci pintou a Mona Lisa, isso ninguém precisa saber de cor - destacou Aline, que aponta para outro problema que, segundo ela, seria mais crítico:

- O que eu noto é que os alunos chegam, a cada semestre, mais despreparados, mas isso não tem nada a ver com a internet. A culpa é do nosso sistema educacional que não prepara os estudantes para o ensino superior. A leitura e o estudo são atividades desmerecidas atualmente. Não temos cultura literária - criticou a acadêmica.

Se essa nova forma de pesquisar tornou o plágio mais comum e aceito, Aline destaca que a internet também facilita o trabalho do professor para demonstrar que "o crime não compensa":

- Assim como os alunos têm mais rapidez para copiar, os professores também têm muito mais rapidez para detectar a cópia - disse a profissional da educação.

Rapidez
 
A estudante de Comunicação Social Carina de Almeida, de 22 anos, é uma que reconhece a influência do "Efeito Google" na sua vida acadêmica.

- Basta colocar fragmentos ou palavras mesmo sem as conjunções na área de busca e já temos uma pista ou o próprio assunto que queremos encontrar. A gente tenta guardar emails, sites, informação mesmo em cadernos ou agendas, mas é impossível manter esse controle se, com um clique, a gente encontra o que quer na internet. É muito mais prático do que folhear cadernos - afirmou.

Carina também acredita que a internet passou a ser a substituta de amigos e parentes na hora de se procurar uma informação:

- Ela (a internet) é mais rápida do que perguntar para alguém, sem contar que a pessoa pode errar. A Web também não é perfeita, mas nela sabemos como "caçar" a informação. Por mais que a net seja dispersa, variada, alguns sites já passam confiança - explicou.
 

Fonte: Diário do Vale / Júlio Black

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Fracassar é possível (embora não recomendável) !

“Perdi mais de nove mil cestas e quase 300 jogos. Em vários momentos da minha vida, falhei. E é isso que me torna um vencedor.” Esta célebre frase de Michael Jordan, um dos melhores jogadores de basquete dos últimos tempos, nos faz refletir sobre uma palavra muitas vezes temida: fracasso.

Eis algumas considerações importantes sobre ele:

•Falhar em determinado momento na vida é absolutamente normal, difícil é encontrar alguém que nunca tenha errado uma vez na vida;

•Somos fruto de nossas escolhas, portanto o fracasso e o sucesso são resultados que dependem única e exclusivamente de você;

•Fracasso não é, necessariamente, falta de capacidade.

Nem sempre a falta de êxito significa o fim, mas pode, na maioria das vezes, representar um recomeço. O importante no fracasso é o aprendizado que dele se tira. Eike Batista, por exemplo, já teve uma empresa de jipes que não deu certo e outro negócio no ramo da tecnologia que também não foi adiante. Mas, atualmente um dos empresários mais ricos dos Brasil, Eike relatou que essas experiências serviram como aprendizado e como uma tremenda injeção de ânimo.

O fracasso não é definitivo, apenas para quem desisti de tentar. A vitória é uma tentativa que deu certo, portanto continue tentando até acertar. Não deixe que o medo de fracassar o impeça de tentar e lembre-se do que Henry Ford disse certa vez: “O fracasso é a oportunidade de começar de novo com mais inteligência e redobrada vontade”.

 
Fonte:  Administradores.com

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Erros que o investidor pode evitar - Autor de livro sobre finanças comportamentais explica como o investidor deve agir para sobreviver a si mesmo na bolsa (parte I)

Aquiles Mosca, do Santander: investidor deve ter manual de sobrevivência contra si mesmo: Milhões de razões podem levar alguém a perder dinheiro no mercado acionário. Falta de sorte, viradas inesperadas da bolsa e assimetria de informação estão entre as principais. Quando se trata de prejuízos que poderiam ter sido evitados, no entanto, é bastante comum que tenham sido causados por fatores emocionais e comportamentais do próprio investidor. "O processo decisório humano está repleto de imperfeições oriundas de características inatas e tendências inconscientes, muitas delas resultantes do próprio processo evolutivo da raça humana", diz Aquiles Mosca, estrategista de investimentos da Santander Asset Management e autor do livro "Finanças Comportamentais".
 
Entender como funciona o cérebro e aprender a dominar o coração e os nervos, portanto, podem ajudar o investidor a melhorar sua performance. Ensina o estrategista do Santander: "No meio aeronáutico, costuma-se dizer que aviões não caem, mas são derrubados. (...) O mesmo vale para os investimentos em bolsa." Abaixo e nas próximas páginas, EXAME.com apresenta os dez fenômenos comportamentais mais comuns que podem prejudicar um poupador. A lista foi elaborada a partir de um compilado de frases colhidas durante uma entrevista com Aquiles Mosca e em seu livro:
 
1 – O efeito certeza - A maior parte da população não está disposta a correr riscos para ganhar dinheiro. Diversos estudos comprovam que, em períodos longos de tempo, as bolsas de valores tendem a apresentar uma rentabilidade superior à da renda fixa. Mas as pessoas não gostam de conviver com a ideia de retornos variáveis. Para evitar perdas ainda que momentâneas, muita gente descarta a possibilidade de investir em ações. A explicação psicológica é que o estresse associado a uma perda é significativamente maior que o prazer associado a um ganho da mesma proporção. O efeito prático é que os recursos investidos em renda fixa superam facilmente as participações em bolsa na maior parte dos países. Para superar o efeito certeza, o investidor deve dar um passo de cada vez. Uma primeira iniciativa interessante seria alocar um pequeno percentual do dinheiro disponível em ações. Aplique apenas entre 5% e 10% dos recursos poupados na bolsa com uma perspectiva de resgate sempre superior a um ano. Não acompanhe o desempenho das ações diariamente. À medida que os benefícios da paciência ficarem claros no médio e longo prazo, o investidor automaticamente ganhará a confiança necessária para aumentar a carteira de ações.

2 – O fenômeno da representatividade - Informações que recebemos no presente ou no passado recente exercem importante influência sobre nossa capacidade de julgamento e tomada de decisão. Nossa avaliação referente a eventos futuros é, em grande parte, uma extrapolação do que estamos vendo no presente ou do que vimos há pouco tempo. É por isso que, quando a performance da bolsa é positiva em um mês, podemos ter certeza que no mês seguinte a bolsa receberá fortes aportes de investimentos de pessoas físicas. A tendência de tentar prever o futuro com base no passado assemelha-se a conduzir um carro com base no que estamos vendo no retrovisor - com resultados igualmente desastrosos. É provável que quem compra ações após um período de alta esteja pagando caro pelo ativo. Esse erro é tão comum que toda modalidade de investimento, bem como suas propagandas e prospectos, precisam vir acompanhadas da frase "rentabilidade passada não é garantia de rentabilidade futura". Parece então um erro conhecido e simples de ser evitado. Porém, como toda tendência comportamental inata e inconsciente, evitá-la não é fácil.
 
O que funciona nesse caso é definir um portfólio ideal para seu perfil de investidor e fazer realocações constantes em prazos pré-determinados. Se alguém chegou à conclusão de que aceita tomar risco somente até o ponto de investir 30% dos recursos poupados em bolsa, mantendo os outros 70% em renda fixa, deve periodicamente rebalancear a carteira para se manter nessa proporção. Se a bolsa subiu 50% e o investidor passou a deter 45% de suas economias aplicadas em ações, portanto, deve vender o percentual necessário para atingir o que foi definido como ideal. Se as ações caíram, então o investidor deve tirar recursos da renda fixa para colocar na bolsa. Essa realocação deve ser feita a cada três meses – embora não exista um prazo ótimo definido. A estratégia soa simples, mas exige muita disciplina. É difícil tirar dinheiro de um investimento vencedor para colocar em outro que naquele momento parece perdedor. Mas essa é a única forma de garantir que o investidor estará comprando na baixa e vendendo na alta. Um estudo mostra que 94% dos melhores gestores dos Estados Unidos fazem isso. Já os gestores que são capazes de adivinhar a hora certa de entrar e sair do mercado podem ser contados nos dedos.
 
3 – O fenômeno da saliência ou disponibilidade - A humanidade tem uma tendência natural de dar grande peso e atenção a histórias e relatos e pouca importância a estatísticas e números. Esse fenômeno resulta do fato de que, ao longo da evolução humana, a principal forma de transmissão de conhecimento ocorreu, e continua ocorrendo, por meio do relato falado e escrito. São fatos salientes aos olhos do observador que influenciam sua capacidade de julgamento. Um bom exemplo para ilustrar o fenômeno da saliência é o fato de que as vendas de passagens aéreas caem sempre que ocorre um acidente de grande repercussão na mídia. Muita gente sabe que estatisticamente a aviação é o meio de transporte mais seguro. Mesmo assim, muita gente adia viagens de avião sob o efeito das imagens de um avião destroçado. Pelo mesmo motivo, as ações de empresas aéreas costumam registrar perdas nos dias que se seguem a um desastre. O bom investidor deve estar ciente de que o cérebro possui tais limitações. É necessário ser racional ao investir. O conselho do rebalanceamento constante é uma forma de não se deixar levar por aspectos emocionais na bolsa.

4 – O efeito manada – Esse é um dos fenômenos comportamentais mais conhecidos e debatidos pelo mercado. Mesmo assim, pode ser observado o tempo todo. Imagine uma ação que esteja caindo a partir de uma explicação pouco convincente. Isso não impede que outras pessoas fiquem impressionadas pelo desempenho negativo do papel, vendam suas posição e acentuem a tendência de baixa. Afinal, uma forma de simplificar o processo decisório é simplesmente seguir o grupo. Errar em companhia da maioria é menos estressante, ao passo que conviver com as conseqüências de um equívoco em virtude de um posicionamento oposto ao do grupo é um constrangimento que a maioria evita a todo custo. O efeito manda em momentos de alta do mercado é a principal explicação para a formação de bolhas. Um dos problemas de se identificar uma bolha é que quanto mais tempo ela dura, menos se parece com uma. Muitos investidores veem a valorização do mercado e não querem ficar de fora. Eles extrapolam para o futuro a tendência de a valorização continuar ocorrendo. Então vemos na mídia com grande alarde notícias sobre a alta que está ocorrendo. É claro que ninguém quer ficar de fora e mais ordens maciças de compra são disparadas.
 
O problema é que nenhum preço sobe para sempre. Em determinado período, vem o recuo nas cotações. Uma hora ou outra, serão divulgados balanços que mostrarão que houve exagero nas cotações. Neste momento, muitos investidores vão relutar em se desfazer do ativo. Porque ganharam muito até agora, acreditam que não há motivo para desespero. A ganância fala alto. Alguns pregões a mais de recuo dos preços e o número de vendedores começa a aumentar. A bolha estoura e atinge a maioria. A disciplina e o rebalanceamento são a única forma de não ser mais uma vítima. Siga a manada enquanto os fundamentos derem sustentação ao movimento do mercado. Mas deixe o conforto da manada quando esse não for mais o caso. O receio número um das pessoas comuns na gestão de patrimônio é de ficar pobre enquanto os outros enriquecem. Mas é um erro temer mais a perda de uma oportunidade do que a perda de dinheiro.
 
5 - O viés de autoatribuição – Ocorre quando atribuímos a nós mesmos os louros por eventuais ganhos que são do mercado como um todo ou resultantes de sorte. Em 2007, muita gente achava que sabia ganhar dinheiro na bolsa devido aos resultados positivos obtidos em um período excepcional para o mercado de ações. Mas o excesso de confiança gerado por bons retornos costuma virar um problema. A pessoa tende a colocar mais dinheiro do que deveria em ações num momento em que o mercado está caro. Outro comportamento comum é achar que possui alguma habilidade extraordinária para entender o funcionamento do mercado. Nesse caso, o investidor costuma começar a girar demais a carteira. A história mostra que isso dá pouco resultado. Em primeiro lugar, porque aumenta os custos de corretagem e o pagamento de Imposto de Renda. O investidor também corre o risco de perder dias de grande alta nos momentos em que fica fora da bolsa. Há pesquisas que mostram que o desempenho extraordinário das ações se concentra em um punhado de bons pregões. Eventuais habilidades acima da média do gestor não compensam o risco de perder pregões de forte alta e os custos mais elevados de corretagem.

Um terceiro problema do viés de autoatribuição é que eventuais fracassos passam a ser atribuídos a fatores externos ou fora de controle. A máxima do investidor com excesso de confiança é: "Cara, eu ganho. Coroa, é falta de sorte". Por não saber admitir que errou, a pessoa tem mais dificuldade em se desfazer de ativos perdedores, o que pode comprometer a rentabilidade de toda a carteira. Uma forma de evitar esse equívoco é usar ordens "stop". Colocar um preço de venda do ativo para limitar as perdas caso as coisas não saiam como o esperado é um elemento adicional de disciplina. Eu recomendo o uso tanto de ordens "stop loss" quanto "stop gain". Para aumentar a segurança, é melhor definir as ordens já no momento em que a ação é comprada.

 
(segue)

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Preciso fechar a empresa: e agora? Problemas relacionados a impostos e dívidas podem recair sobre o empresário, que pode quitar com seus bens pessoais

Nem tudo são flores no mundo do empreendedorismo. No Brasil, ainda é grande o índice de mortalidade das pequenas e médias empresas, sobretudo por fatores tributários e ausência de qualificação. Entretanto, o momento econômico pelo qual o Brasil passa demanda uma maior presença da iniciativa privada na economia, o que acarreta em benefícios e facilidades para iniciar uma empresa. "Em aproximadamente 60 dias você tem a Pessoa Jurídica montada com toda documentação necessária para operar e emitir nota fiscal do serviço ou venda", afirma o advogado e consultor Auro Ruschel.
 
O problema é quando o empreendimento não dá certo. Pior ainda quando sobram dívidas com fornecedores e pesados tributos devidos ao governo, o que pode obrigar os empresários a quitar as dívidas da empresa com os bens pessoais. Para esclarecer alguns aspectos relacionados ao fechamento de empresas, Ruschel concedeu uma breve entrevista ao Portal Administradores. Confira:

Quais são os maiores percalços que o empresário enfrenta na hora de fechar um empreendimento?

O mais importante é que o empresário deve saber o momento de encerrar, pois há dois panoramas: o fechamento da empresa que encontra-se com saúde financeira sensível e o fechamento da empresa que não gera receita, mas também não tem despesa. Geralmente na segunda hipótese os proprietários não têm maiores cuidados. Porém, a empresa que está enfraquecida exige de seu sócio a maturidade em saber parar, pois em determinados casos, a continuidade gera mais contas. Esta decisão é extremamente difícil, pois o empresário tende a achar que o negócio vai melhorar no mês seguinte. Nestas hipóteses os cuidados deverão ser extremos, pois qualquer ato do empresário poderá levá-lo a responder pessoalmente. Então, o principal ponto é a análise do momento correto para o fechamento e, a partir disto, projetar as obrigações.

Abrir uma empresa é mais fácil do que fechar atualmente? Por quê?
 
A crescente abertura econômica do país, acumulada com a considerável circulação de riqueza geram oportunidades de negócios em todos os segmentos, especialmente no terceiro setor e nas demandas estruturais. Com isso, as pessoas sonham em ter seu próprio negócio e acabam por constituir uma empresa. Esse processo é um passo fundamental para o desenvolvimento econômico. Por causa disso, a exigência para a abertura é mitigada, bastando somente um acordo de vontade entre os sócios, ou seja, a intenção em constituir um negócio e o preenchimento da documentação necessária. Frente a isto é interesse do país a abertura de empresas e as facilidades decorrem disto.

A que penalidades o empresário está sujeito se fechar a empresa sem quitar todas as obrigações?

Se os sócios de alguma empresa não procederem corretamente no encerramento da mesma, correrão o risco de terem que pagar eventuais débitos. Isto é, caso a empresa fique devendo tributos, débitos trabalhistas ou fornecedores, por exemplo, os sócios poderão responder com o seu patrimônio pessoal, haja vista que ocorrerá a desconsideração da pessoa jurídica. Entretanto, tal fato não é automático, deverá ser precedido de manifestação judicial e, caso isso ocorra, os sócios responderão dentro das suas quotas de capital, caso a empresa seja uma limitada. Por outro lado, se a empresa for uma firma individual, o sócio tem responsabilidade solidária, ou seja, responderá com seu patrimônio em qualquer hipótese.

Como o empreendedor deve se prevenir se o negócio não der certo? Quais são os principais cuidados ou medidas que ele deve adotar nesses casos?

Aconselha-se que no momento do encerramento ou, preferencialmente, antes, o sócio procure assessoria de um advogado, para alertá-lo dos riscos.

Quanto tempo, em média, leva para se fechar uma empresa, legalmente?

Em aproximadamente 60 dias você tem a Pessoa Jurídica montada com toda documentação necessária para operar e emitir nota fiscal do serviço ou venda. Enquanto isso para fechar uma empresa, existem requisitos legais que precisam ser obedecidos. Não há como estimar um tempo, pois vai depender da quitação dos valores devidos pela empresa.
 

Fonte: Administradores.com - Eber Freitas